terça-feira, 31 de agosto de 2010

Os Ombros Suportam o Mundo...














Imagem Salvador Dali




Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.

Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.

Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.

Carlos Drummond de Andrade

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Ao Contrário as cem existem (Invece il cento c'è)... Loris Malaguzzi


A criança é feita de cem.
A criança tem cem mãos, cem pensamentos, cem modos de pensar, de jogar e de falar.
Cem, sempre cem modos de escutar as maravilhas de amar.
Cem alegrias para cantar e compreender.
Cem mundos para descobrir. Cem mundos para inventar.
Cem mundos para sonhar.
A criança tem cem linguagens (e depois, cem, cem, cem), mas roubaram-lhe noventa e nove.
A escola e a cultura separam-lhe a cabeça do corpo.
Dizem-lhe: de pensar sem as mãos, de fazer sem a cabeça, de escutar e de não falar,
De compreender sem alegrias, de amar e maravilhar-se só na Páscoa e no Natal.
Dizem-lhe: de descobrir o mundo que já existe e de cem, roubaram-lhe noventa e nove.
Dizem-lhe: que o jogo e o trabalho, a realidade e a fantasia, a ciência e a imaginação,
O céu e a terra, a razão e o sonho, são coisas que não estão juntas.
Dizem-lhe: que as cem não existem. A criança diz: ao contrário, as cem existem.

Loris Malaguzzi

Joining you!



Alanis Morissette



O Homem e a Mulher


O homem pensa.
A mulher sonha.

Pensar é ter cérebro.
Sonhar é ter na fronte uma auréola.

O homem é um oceano.
A mulher é um lago.

O oceano tem a pérola que embeleza.
O lago tem a poesia que deslumbra.

O homem é a águia que voa.
A mulher, o rouxinol que canta.

Voar é dominar o espaço.
Cantar é conquistar a alma.

O homem tem um farol: a consciência.
A mulher tem uma estrela: a esperança.

O farol guia.
A esperança salva.

Enfim, o homem está colocado onde termina a terra.
A mulher, onde começa o céu!!!


Victor Hugo

domingo, 29 de agosto de 2010

É o Que me Interessa



Daqui desse momento
Do meu olhar pra fora
O mundo é só miragem
A sombra do futuro
A sobra do passado
Assombram a paisagem
Quem vai virar o jogo e transformar a perda
Em nossa recompensa
Quando eu olhar pro lado
Eu quero estar cercado só de quem me interessa

Às vezes é um instante
A tarde faz silêncio
O vento sopra a meu favor
Às vezes eu pressinto e é como uma saudade
De um tempo que ainda não passou
Me traz o teu sossego
Atrasa o meu relógio
Acalma a minha pressa
Me dá sua palavra
Sussurre em meu ouvido
Só o que me interessa

A lógica do vento
O caos do pensamento
A paz na solidão
A órbita do tempo
A pausa do retrato
A voz da intuição
A curva do universo
A fórmula do acaso
O alcance da promessa
O salto do desejo
O agora e o infinito
Só o que me interessa

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Soberania



Naquele dia, no meio do jantar, eu contei que
tentara pegar na bunda do vento — mas o rabo
do vento escorregava muito e eu não consegui
pegar. Eu teria sete anos. A mãe fez um sorriso
carinhoso para mim e não disse nada. Meus irmãos
deram gaitadas me gozando. O pai ficou preocupado
e disse que eu tivera um vareio da imaginação.
Mas que esses vareios acabariam com os estudos.
E me mandou estudar em livros. Eu vim. E logo li
alguns tomos havidos na biblioteca do Colégio.
E dei de estudar pra frente. Aprendi a teoria
das idéias e da razão pura. Especulei filósofos
e até cheguei aos eruditos. Aos homens de grande
saber. Achei que os eruditos nas suas altas
abstrações se esqueciam das coisas simples da
terra. Foi aí que encontrei Einstein (ele mesmo
— o Alberto Einstein). Que me ensinou esta frase:
A imaginação é mais importante do que o saber.
Fiquei alcandorado! E fiz uma brincadeira. Botei
um pouco de inocência na erudição. Deu certo. Meu
olho começou a ver de novo as pobres coisas do
chão mijadas de orvalho. E vi as borboletas. E
meditei sobre as borboletas. Vi que elas dominam
o mais leve sem precisar de ter motor nenhum no
corpo. (Essa engenharia de Deus!) E vi que elas
podem pousar nas flores e nas pedras sem magoar as
próprias asas. E vi que o homem não tem soberania
nem pra ser um bentevi.

Manoel de Barros

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Procura-se um amigo...


Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração.
Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir.
Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa.
Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor..
Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo.
Deve guardar segredo sem se sacrificar.

Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão.
Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados.
Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar.
Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa.
Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de ser amigo.
Deve sentir pena das pessoa tristes e compreender o imenso vazio dos solitários.
Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.
Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo.
Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância.
Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade.
Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.

Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo.
Precisa-se de um amigo para se parar de chorar.
Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas.
Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive".

vinicius de Moraes

terça-feira, 24 de agosto de 2010

COMUNICADO IMPORTANTE


Para finalizarmos o registro

de utilização do Echo,

nosso sistema de comentários poderá ficar,

temporariamente, fora do ar.

Contamos com a compreensão de todos.

Obrigado!

COMUNICADO IMPORTANTE


Para finalizarmos o registro

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Contamos com a compreensão de todos.

Obrigada!

Ai... ai... ai...

domingo, 22 de agosto de 2010

Elegia





Que quer o vento?
A cada instante
Este lamento
Passa na porta
Dizendo: abre...


Vento que assusta
Nas horas frias
Na noite feia,
Vindo de longe,
Das ermas praias.


Andam de ronda
Nesse violento
Longo queixume,
As invisíveis
Bocas dos mortos.


Também um dia,
Estando eu morto,
Virei queixar-me
Na tua porta
Virei no vento
Mas não de inverno,
Nas horas frias
Das noites feias.


Virei no vento
Da primavera.
Em tua boca
Serei carícia,
Cheiro de flores
Que estão lá fora
Na noite quente.


Virei no vento...
Direi: acorda...

Ribeiro Couto

sábado, 21 de agosto de 2010

Aos que Virão Depois de Nós - Bertold Brecht

Fotos: Sebastião Salgado



I
Eu vivo em tempos sombrios.
Uma linguagem sem malícia é sinal de
estupidez,
uma testa sem rugas é sinal de indiferença.
Aquele que ainda ri é porque ainda não
recebeu a terrível notícia.

Que tempos são esses, quando
falar sobre flores é quase um crime.
Pois significa silenciar sobre tanta injustiça?
Aquele que cruza tranqüilamente a rua
já está então inacessível aos amigos
que se encontram necessitados?

É verdade: eu ainda ganho o bastante para viver.
Mas acreditem: é por acaso. Nada do que eu faço
Dá-me o direito de comer quando eu tenho fome.
Por acaso estou sendo poupado.
(Se a minha sorte me deixa estou perdido!)
Dizem-me: come e bebe!
Fica feliz por teres o que tens!
Mas como é que posso comer e beber,
se a comida que eu como, eu tiro de quem tem fome?
se o copo de água que eu bebo, faz falta a
quem tem sede?
Mas apesar disso, eu continuo comendo e bebendo.


Eu queria ser um sábio.

Nos livros antigos está escrito o que é a sabedoria:
Manter-se afastado dos problemas do mundo
e sem medo passar o tempo que se tem para
viver na terra;
Seguir seu caminho sem violência,
pagar o mal com o bem,
não satisfazer os desejos, mas esquecê-los.
Sabedoria é isso!
Mas eu não consigo agir assim.
É verdade, eu vivo em tempos sombrios!

II
Eu vim para a cidade no tempo da desordem,
quando a fome reinava.
Eu vim para o convívio dos homens no tempo
da revolta
e me revoltei ao lado deles.
Assim se passou o tempo
que me foi dado viver sobre a terra.
Eu comi o meu pão no meio das batalhas,
deitei-me entre os assassinos para dormir,
Fiz amor sem muita atenção
e não tive paciência com a natureza.
Assim se passou o tempo
que me foi dado viver sobre a terra.

III
Vocês, que vão emergir das ondas
em que nós perecemos, pensem,
quando falarem das nossas fraquezas,
nos tempos sombrios
de que vocês tiveram a sorte de escapar.

Nós existíamos através da luta de classes,
mudando mais seguidamente de países que de
sapatos, desesperados!
quando só havia injustiça e não havia revolta.

Nós sabemos:
o ódio contra a baixeza
também endurece os rostos!
A cólera contra a injustiça
faz a voz ficar rouca!
Infelizmente, nós,
que queríamos preparar o caminho para a
amizade,
não pudemos ser, nós mesmos, bons amigos.
Mas vocês, quando chegar o tempo
em que o homem seja amigo do homem,
pensem em nós
com um pouco de compreensão.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

E não voltaram mais!



Quando a chuva cessava e um vento fino
franzia a tarde tímida e lavada,
eu saía a brincar, pela calçada,
nos meus tempos felizes de menino.

Fazia, de papel, toda uma armada;
e, estendendo meu braço pequenino,
eu soltava os barquinhos, sem destino,
ao longo das sarjetas, na enxurrada...

Fiquei moço. E hoje sei, pensando neles,
que não são barcos de ouro os meus ideais:
são feitos de papel, são como aqueles,

perfeitamente, exatamente iguais...
- Que os meus barquinhos, lá se foram eles!
Foram-se embora e não voltaram mais!

Guilherme de Almeida

Não ser - Florbela Espanca














Quem me dera voltar à inocência
Das coisas brutas, sãs, inanimadas,
Despir o vão orgulho, a incoerência:
- Mantos rotos de estátuas mutiladas!

Ah! Arrancar às carnes laceradas
Seu mísero segredo de consciência!
Ah! Poder ser apenas florescência
De astros em puras noites deslumbradas!

Ser nostálgico choupo ao entardecer,
De ramos graves, plácidos, absortos
Na mágica tarefa de viver!

Ser haste, seiva, ramaria inquieta,
Erguer ao sol o coração dos mortos
Na urna de oiro de uma flor aberta!
...

A renovação nossa de cada dia



É importante encontrar
pequenos momentos
reconfortantes,
nutritivos e renovadores
no nosso dia



Adormecer escutando o barulho do mar, perto a ponto de se ouvir o chiadinho efervescente do fim da onda, embala um sono reparador. Acordar de frente pro verdazulado do mesmo mar que te ninou e receber o sol na pele desperta e produz vitaminas, sais minerais e muita energia. Se tiver uns coqueiros por perto tremelicando num vento gostoso, dá pra escutar, de quebra, uma sinfonia dos ventos pra acabar de refrescar as ideias. Eu poderia continuar no mergulho, daquele que vai gelando a gente bem na medida, sem contração de músculo nenhum, muito pelo contrário, mais relaxando à medida que o frescor vai penetrando. Isso tudo restaura. Claro.

Num lugar como esse é fácil relaxar e sentir-se renovado. Como no paraíso: a gente não é, a gente está e basta. A vida na natureza se encarrega de cuidar do nosso ritmo e dos nossos movimentos. Pra isso servem as férias. Mas não bastam. Então miramos os feriados e finais de semana pra poder viver sem agenda, nem despertador, computador, salto alto ou gravata, sem sinal vermelho. Fundamental cavar essa mina de água fresca na semana. Dormir até o olho abrir, comer quando tem fome, voltar pra cama se tiver vontade e só obedecer ao seu querer. Poder imprimir essa cadência na vida ajuda a reciclar a energia de uma semana trabalhada para a próxima.

Ainda assim é pouco. A semana é tão cheia de afazeres, “a resolveres” e “a decidires” que às vezes exaure logo na terça. É, tem vezes que a vida é besta. Tem fases que é mais dureza e tem aquela coisa de vida moderna com jornada dupla, ou tripla e nem é bom contar. Por isso, é importante encontrar pequenos momentos reconfortantes, nutritivos e renovadores no nosso dia. Todo dia. Claro que encontrá-los ou não depende da lente que se coloca diante dos olhos. Claro, também, que cada um escolhe com que se regalar.

O dia pode começar com um pulo assustado depois de estapear o despertador ou com uma espreguiçada de gato, um bocejo esticado e a perspectiva de um banho bom. O banho pode ser outra fonte de prazer diário: o jato forte de água farta, cheiro da espuma e música de amanhecer.

Nem vou entrar no assunto de gostar-do-que-se-faz, porque mesmo gostando muito, a gente cansa. Mas ajuda a gostar de começar o dia, sim. Fazer o que precisa, mesmo sem gostar, também é bom, também revela força e gera mais poder. Fazer bem feito também é revigorante. Por isso sou adepta do capricho em tudo, porque a energia investida retorna em satisfação. O simples ato de reconhecer um serviço bem feito já traz uma alegria brejeira na alma da gente que quase leva o cansaço do corpo.

Um encontro com amigos com quem se fala das importâncias mais fundas e com quem sopramos bobagens criativas tal qual bolhinhas de sabão. Gargalhar com eles rejuvenesce e inspira. Se não, um livro é sempre uma garantida porta de saída – ou de entrada, depende. Um poema antes de dormir já ajuda muito. Rever fotos de viagens traz de volta prazeres esquecidos e desperta novos desejos.

Respirar fundo e seguidamente sete vezes num mesmo ritmo. Respingar lavanda no quarto na hora de dormir. Brincar com o seu bicho, regar o jardim, chegar em casa. Encontrar quem você ama. Encontrar quem você ama sorrindo. Jantar em família. Aula de dança, de canto ou marcenaria, corrida ou yoga.

A vida é cheia de pequenos paraísos, oásis e colinhos. Repare e pare.

Fonte: Identidade feminina Lúcia Rosenberg

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Internet é sinônimo de solidão?

Aproveitando a carona deixada pelo vídeo do Prof. Gustavo Guanabara, sobre o surgimento dos Blogs, trazemos a vocês duas questões interessantes, extraídas de uma entrevista com Manuel Castells, autor do livro Comunicación y poder (Alianza Editorial). O catedrático, que vive viajando entre a Espanha, os EUA e a França, analisa, em seu último livro, como a Internet tem mudado os paradigmas da relação entre comunicação e poder, e suas implicações na vida das pessoas.



Quero perguntar-te sobre a solidão. Lendo o teu livro, há momentos em que pensei nisso. De saída, há um novo instrumento que se parece com o rádio em sua ubiquidade. O rádio foi o grande elemento que atenuou a solidão das pessoas. A internet veio para curá-la?

A resposta é diretamente sim. Não a elimina. Se alguém se encontra sozinho, se encontrará menos sozinho com a internet, mas se encontrará sozinho. Aí temos dados duros, são das coisas que sabemos. Temos dados duros do meu próprio estudo sistemático sobre a Catalunha há 5, 4, 3 anos, com análises de amostras representativas da população – 3.000 pessoas – em que isso está claro.
Analisamos os que tinham internet e os que não a tinham. Claramente, o uso da internet favorece a sociabilidade, diminui o sentimento de alienação e o que poderíamos chamar de sentimento de estar isolado. Por um lado, são pessoas mais sociáveis, mas, além disso, o sentimento de isolamento também diminui com o maior uso da internet.
A internet, ao contrário do que sempre se disse nos meios de comunicação, não é um instrumento que deixa as pessoas sozinhas com o seu computador, mas que, ao contrário, é cumulativo. Quanto mais sociável alguém é, mais utiliza a internet; quanto mais utiliza a internet, mais desenvolve a sociabilidade e tem menos sentimento de isolamento. Isso se reflete neste estudo. Todos os estudos realizados, em particular o World’s Internet Service, que foi feito com painéis a cada três anos nos últimos 10 anos, mostra a mesma realidade. Tudo vai na mesma direção. A internet é um instrumento para combater a solidão. Não para aumentá-la.



E o abuso não cria nas pessoas a ideia de que a vida está ali e não na rua? Não nos prende à cadeira da internet?

Os dados mostram justamente que quanto mais sociável, mais internet; quanto mais internet, mais sociável. Mais sociável quer dizer que as pessoas que utilizam a internet têm mais amigos, saem mais frequentemente, participam mais politicamente, têm maiores interesses e atividades culturais… Está comprovado inclusive por níveis sociais. Portanto, não. Empiricamente, a resposta é claramente não. A internet expande o mundo.
Aí surge outra pergunta: o que acontece quando passas toda a vida na internet, fechado na tua casa? Acontece a mesma coisa que quando jogas um videogame ou lês um livro na tua casa 15 horas seguidas por dia. Se há gente assim, a Internet não vai solucionar o seu problema. É um instrumento que amplia o mundo em vez de encolhê-lo, empiricamente.

Fonte: *do jornal El País (17/11/2009), com tradução do Cepat.

Coisas que Perdemos...

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Mario Quintana - Esperança!!!!

Esperança

Mário Quintana


Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...

Uma singela homenagem ao ícone de uma época...

De 1917 para cá, o mundo continua mesmo?

sábado, 14 de agosto de 2010

Surgimento dos Blogs - Prof. Gustavo Guanabara


"Se você tem uma maçã e eu tenho uma maçã, e nós trocamos as maçãs, então você e eu ainda teremos uma maçã. Mas se você tem uma ideia e eu tenho uma ideia, e nós trocamos essas ideias, então cada um de nós terá duas ideias." (Bernard Shaw)

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Todos nós Amamos a Gata



Me alimentaram
Me acariciaram
Me aliciaram
Me acostumaram

O meu mundo era o apartamento
Detefon, almofada e trato
Todo dia filé-mignon
Ou mesmo um bom filé...de gato
Me diziam, todo momento
Fique em casa, não tome vento
Mas é duro ficar na sua
Quando à luz da lua
Tantos gatos pela rua
Toda a noite vão cantando assim


Nós, gatos, já nascemos pobres
Porém, já nascemos livres
Senhor, senhora ou senhorio
Felino, não reconhecerás


De manhã eu voltei pra casa
Fui barrada na portaria
Sem filé e sem almofada
Por causa da cantoria
Mas agora o meu dia-a-dia
É no meio da gataria
Pela rua virando lata
Eu sou mais eu, mais gata
Numa louca serenata
Que de noite sai cantando assim


Nós, gatos, já nascemos pobres
Porém, já nascemos livres
Senhor, senhora ou senhorio
Felino, não reconhecerás

RAG

O que não gostaríamos de encontrar numa sexta-feira 13!!!

CLAU

RAG

BONTER

OSWALD

HELENA



FELICIDADE...

Ela veio bater à minha porta
E falou-me, a sorrir, subindo a escada:
- “Bom dia, árvore velha e desfolhada!”
E eu respondi: - “Bom dia, folha morta!”
Entrou: e nunca mais me disse nada...
Até que um dia (quando, pouco importa!)
Houve canções na ramaria torta
E houve bandos de noivos pela estrada...
Então chamou-me e disse: - “Vou-me embora!
Sou a felicidade... Vive agora
Da lembrança do muito que te fiz!”
E foi assim que, em plena primavera,
Só quando ela partiu contou quem era...
E nunca mais eu me senti feliz!
Guilherme de Almeida
By Jairo

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Quantos Segredos...

Sobre a Vírgula 2

Sobre a Vírgula...


Muito interessante a campanha dos 100 anos da ABI (Associação Brasileira de Imprensa)


"Vírgula pode ser uma pausa... ou não.

Não, espere.

Não espere.

Ela pode sumir com seu dinheiro.

23,4.

2,34.

Pode criar heróis.

Isso só, ele resolve.

Isso só ele resolve.

Ela pode ser a solução.

Vamos perder, nada foi resolvido.

Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião.

Não queremos saber.

Não, queremos saber.

A vírgula pode condenar ou salvar.

Não tenha clemência!

Não, tenha clemência!

Uma vírgula muda tudo.


ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação."


Exercício prático: Na frase abaixo, onde você colocaria a vírgula?

Se o homem soubesse o valor que tem a mulher andaria de quatro à sua procura.

domingo, 8 de agosto de 2010

Um sopro de Leveza

AOS PAIS, MAIS REAIS QUE REIS

O papel dos pais mudou. Quanto mais eles próprios, seus filhos e suas mulheres aceitarem tal mudança, melhor para todos da família



Agora é a vez dos pais. Vou aproveitar a proximidade da data, embutir a emoção dos 95 anos que o meu faria hoje se ainda estivesse por aqui e falar dessa figura do rei na nossa vida. Sim, inegável, o pai reina enquanto ele mesmo não estragar sendo violento ou omisso. E mesmo assim...

Já sabemos que o papel do pai mudou muito nos últimos 30, 40 anos. Antes, cabia a ele prover e punir. Saía de casa cedo pro trabalho e voltava no fim do dia, cansado – as crianças deviam respeitar isso e não incomodar o papai, a não ser que tivessem aprontado alguma que a mãe iria contar quando ele chegasse. Que ameaça cortante o “deixa seu pai chegar que você vai ver uma coisa”! Por que ela mesma não cuidava do caso na hora e deixava o homem em paz, ué? A gente já esperava o pai com medo, não com alegria. As mães eram delatoras e os pais os algozes – pode deformação maior dos papéis e funções dessa dupla, que deveria ser a raiz de nossa ética e nossa proteção? Havia, então, uma séria confusão entre respeito e medo.

Com a entrada da mulher no mercado de trabalho, os pais tiveram que entrar na vida doméstica – a mãe sai um pouco de cima e o pai entra mais em cena. Bom para todos, esse movimento. A relação com o pai ganhou mais intimidade e ele tornou-se mais amigo das crianças. Antes, pai intimidava; hoje ele pode intimizar. Há algum tempo os pais desempenhavam seu papel sem nenhuma identidade pessoal, ou seja, pouco sabia-se da história de vida desse pai – a não ser o duro-que-deu, ou no-meu-tempo-não-era-assim. Poucos contavam de fato os afetos de sua história de vida, suas travessuras, sustos e artimanhas. As dificuldades superadas, os equívocos, medos e até alguns segredos, pra temperar ainda melhor a intimidade.

Filhos gostam de conhecer o pai que têm. Gostam de saber quais foram suas lutas, por quais causas e contra quais inimigos. Aprendem mais de seus valores e conhecem melhor sua ética; dessa maneira, descobrem que pai também tem medos e impedimentos, que burlaram regras e transgrediram a ordem para mudar algumas coisas. É importante que a figura idealizada do pai se torne mais humanizada – isso vai aproximar pai e filho mais despidos de papéis e expectativas. Aproximam-se mais à medida em que se revelam mais livremente. As falhas dos filhos não são mais sinônimos de fracassos e causas de castigos violentos. Transformaram-se em assuntos para boas e frutíferas conversas onde os tais erros irão pavimentar o caminho do aperfeiçoamento e, portanto, aumentar a confiança nessa parceria. O pai é o amigo que orienta, não só a autoridade que cobra e castiga.

Os bebezinhos já não ficam mais escorregando do colo deles – encontraram encaixe e aconchego ali também. Aliás, neste simples gesto de carregar o filho, já podemos notar algo curioso: quem não se lembra de cenas de filmes de rei, quando nascia o herdeiro e o pai, do alto do castelo o erguia orgulhoso, como que exibindo a cria para o mundo? Até no “Rei Leão”, da Disney, revela-se esta clássica imagem. O pai é aquele que mostra o mundo para o bebê. As mães trazem os bebês, num longo abraço, para junto do coração. Colo de mãe protege e contém a cria, enquanto o do pai mostra e prepara pro mundo.

Mães, deixem o caminho mais livre para que os homens desenvolvam e aperfeiçoem essa nova paternidade. Economizem críticas e desabonos porque eles não fazem nada do seu jeito. Eles precisam encontrar sua própria maneira de exercer essa deliciosa, longa e difícil tarefa de ser este novo pai. Todos ganharão com isso, creiam.

Identidade feminina -Lúcia Rosenberg escreve sobre a mulher atual

sábado, 7 de agosto de 2010

FLIP - Festa Literária Internacional de Paraty

“O que muita gente talvez não se lembre ou desconheça é o motivo da criação da Festa Literária Internacional de Paraty. Ela é produto do trabalho de uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, uma OSCIP, a Associação Casa Azul criada com o objetivo de ajudar o Poder Público a encontrar soluções para os problemas graves de infra-estrutura que tem Paraty. Uma vez criada, a Festa tem repercussão internacional e leva para o mundo todo o patrimônio histórico da cidade. A FLIP é, portanto, uma prova inconteste da relação íntima que tem o turismo com todas as políticas públicas. A Casa Azul, ao buscar solução para os problemas de infra-estrutura de Paraty, encontrou a liga entre cultura e turismo e da química, nasceu o sucesso da FLIP”.

A edição de 2010 da Festa Literária Internacional de Paraty, que começou nesta quarta-feira (4) e vai até domingo (8), na cidade do litoral fluminense, é uma das mais populares dos quase dez anos do evento. Em julho, durante os dois primeiros dias de vendas, mais de 24 mil ingressos foram adquiridos para as mesas da FLIP, e as entradas esgotaram em poucas horas, para debates de autores como Robert Crumb, papa das HQs undergrounds norte-americanas, e Isabel Allende, autora do best-seller “A casa dos espíritos”.

Casa grande, Ipad e senzala
Além dos escritores-celebridades, dois temas estão orientando as discussões na FLIP deste ano: o futuro do livro e o legado de Gilberto Freyre. Duas mesas com a presença do historiador e diretor da biblioteca da Universidade de Harvard Robert Darnton vão debater os novos formatos digitais para a distribuição e venda de livros, e como a criação de leitores eletrônicos, como o Kindle e o iPad, vão influenciar a maneira como lemos.

A FLIP também conta com atrações paralelas como a jovem FlipZona, a Casa da Cultura e a tradicional Flipinha, voltada para o público infantil, trazendo leituras, conversas com autores, peças de teatro e musicais.

(Fontes: Globo.com e Internet)

Como dica dos críticos, presentes na festa, assistam ao trailer do filme José e Pilar, Retrato de Uma Relação, com direção de Miguel Gonçalves Mendes. Uma bela e real história de amor retratada pelo casal José Saramago e Pilar Del Rio que tem um presente adicional: Aquellos Ojos Verdes, na voz de Nat King Cole.

CLAUDINHA DU MENGO


Observação: Para que todos tomem conhecimento do evento, e para reforçar a importância da leitura, mais um vídeo para vocês...

Essa é para o Jairo... Cadê você????

FLIP - Festa Literária Internacional de Paraty

“O que muita gente talvez não se lembre ou desconheça é o motivo da criação da Festa Literária Internacional de Paraty. Ela é produto do trabalho de uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, uma OSCIP, a Associação Casa Azul criada com o objetivo de ajudar o Poder Público a encontrar soluções para os problemas graves de infra-estrutura que tem Paraty. Uma vez criada, a Festa tem repercussão internacional e leva para o mundo todo o patrimônio histórico da cidade. A FLIP é, portanto, uma prova inconteste da relação íntima que tem o turismo com todas as políticas públicas. A Casa Azul, ao buscar solução para os problemas de infra-estrutura de Paraty, encontrou a liga entre cultura e turismo e da química, nasceu o sucesso da FLIP”.

A edição de 2010 da Festa Literária Internacional de Paraty, que começou nesta quarta-feira (4) e vai até domingo (8), na cidade do litoral fluminense, é uma das mais populares dos quase dez anos do evento. Em julho, durante os dois primeiros dias de vendas, mais de 24 mil ingressos foram adquiridos para as mesas da FLIP, e as entradas esgotaram em poucas horas, para debates de autores como Robert Crumb, papa das HQs undergrounds norte-americanas, e Isabel Allende, autora do best-seller “A casa dos espíritos”.

Casa grande, Ipad e senzala
Além dos escritores-celebridades, dois temas estão orientando as discussões na FLIP deste ano: o futuro do livro e o legado de Gilberto Freyre. Duas mesas com a presença do historiador e diretor da biblioteca da Universidade de Harvard Robert Darnton vão debater os novos formatos digitais para a distribuição e venda de livros, e como a criação de leitores eletrônicos, como o Kindle e o iPad, vão influenciar a maneira como lemos.

A FLIP também conta com atrações paralelas como a jovem FlipZona, a Casa da Cultura e a tradicional Flipinha, voltada para o público infantil, trazendo leituras, conversas com autores, peças de teatro e musicais.

(Fontes: Globo.com e Internet)



Como dica dos críticos, presentes na festa, assistam ao trailer do filme José e Pilar, Retrato de Uma Relação, com direção de Miguel Gonçalves Mendes. Uma bela e real história de amor retratada pelo casal José Saramago e Pilar Del Rio que tem um presente adicional: Aquellos Ojos Verdes, na voz de Nat King Cole.

CLAUDINHA DU MENGO

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Momento Trash...


Se você nunca assistiu, este é um vídeo com uma música medonha, filmado na década de 60/70 e batizado de Trololó. Mostra um cantor, com expressões e gestos forçados, penteado a la Silvio Santos e um sorriso muito estranho.

A estrela do clipe chama-se Eduard Anatolyevich Khil, é russo, tem 75 anos e já fez muito sucesso por lá, tornando-se um artista muito popular. Esta é uma música relativamente conhecida na Rússia, chamada (em uma tradução livre) Estou muito feliz, porque finalmente voltei para casa.

Com o sucesso do vídeo na Web, a imprensa russa foi atrás de Khil para saber o que ele achava de toda a repercussão. Alheio ao sucesso do outro lado do planeta, o cantor revelou uma curiosidade sobre o Trololó. Originalmente, a canção tinha uma letra impublicável, por isso ele resolveu cantá-la dessa maneira incomum.

Enfim, o vídeo pegou e já existe até quem faça campanha para que Khil inicie uma turnê mundial e apresente seu Trololó em todos os confins do planeta.

Para quem não conhece, aí está!!! Divirtam-se...

OSWALD TSC TSC DE SOUZA

Centenário de Adoniran Barbosa...




Hoje se comemora o centenário de nascimento de Adoniran Barbosa.
Autor de clássicos como "Trem das Onze",
"Samba do Arnesto" e "Tiro ao Álvaro".
Em 1951 firmou parceria com os Demônios da Garoa.
Adoniran foi consagrado como o compositor mais fiel
ao retratar o cotidiano da pauliceia.
Tinha consciência de que suas músicas não obedeciam à gramática.
"Pra escrevê uma boa letra de samba
a gente tem que sê em primeiro lugar anarfabeto".

(Fonte: Globo.com)


ANINHA

E por falar em Rosas...

Será um atalho... ou um desvio...

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Por que não?

Não entendo...



Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo.

Clarice Lispector


by Luisa

terça-feira, 3 de agosto de 2010

"Não me tires o teu sorriso"...Porque o teu sorriso é a razão do meu!!!!



















O Teu Sorriso...

Tira-me o pão, se quiseres,
tira-me o ar, mas não
me tires o teu riso.

Não me tires a rosa,
a lança que desfolhas,
a água que de súbito
brota da tua alegria,
a repentina onda
de prata que em ti nasce.

A minha luta é dura e regresso
com os olhos cansados
às vezes por ver
que a terra não muda,
mas ao entrar teu riso
sobe ao céu a procurar-me
e abre-me todas
as portas da vida.

Meu amor, nos momentos
mais escuros solta
o teu riso e se de súbito
vires que o meu sangue mancha
as pedras da rua,
ri, porque o teu riso
será para as minhas mãos
como uma espada fresca.

À beira do mar, no outono,
teu riso deve erguer
sua cascata de espuma,
e na primavera , amor,
quero teu riso como
a flor que esperava,
a flor azul, a rosa
da minha pátria sonora.

Ri-te da noite,
do dia, da lua,
ri-te das ruas
tortas da ilha,
ri-te deste grosseiro
rapaz que te ama,
mas quando abro
os olhos e os fecho,
quando meus passos vão,
quando voltam meus passos,
nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas nunca o teu riso,
porque então morreria.

Pablo Neruda

Atendendo a pedidos...




segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Manoel de Barros




A poesia está guardada nas palavras – é tudo que eu sei.
Meu fardo é o de não saber quase tudo.
Sobre o nada eu tenho profundidades.
Não tenho conexões com a realidade.
Poderoso para mim não é aquele que descobre ouro.
Para mim poderoso é aquele que descobre as insignificâncias
(do mundo e as nossas).
Por essa pequena sentença me elogiaram de imbecil.
Fiquei emocionado e chorei.
Sou fraco para elogios.

Saber viver...

ANINHA

O que é essa bagunça?

Apesar de ainda ser um bebê, e estar em formação, já se pode antever traços das identidades do “Baguncinha”.

O plural aqui é significativo, porque as facetas são muitas, e os gostos de todos os tipos.

Ele é agitado, vai falar muito ainda ...Os vários posts trocados por dia, uma vez que o Echo lota rápido, são prova disso.

É democrático, participativo, quase anárquico, porque não é chegado à rigidez de uma organização hierárquica.

Mas a cara do Baguncinha será mesmo definida por aqueles/as que participam do seu cotidiano, que fazem o blog, seja por meio dos posts, ou dos comentários no Echo. Aqui, a diversão é garantida, mas há espaço para reflexões sobre o mundo contemporâneo.

A maioria das pessoas veio do “De Cara pra Lua” (DCPL), blog tão querido quanto seus administradores. Quando se percebeu o recesso do DCPL, ficou a pergunta: e agora, como manter contato com as pessoas especiais que lá conhecemos?

Sem alarde, ou clima de velório, muito ao contrário, foi encontrado um novo caminho. Só que este não é caminho sem volta.

O percurso está divertido, e deve ser assim mesmo, já que são múltiplos os espaços da net. A opção por permanecer em um deles é sempre afetiva.

Particularmente, eu adoro uma bagunça. E essa então...


Observação: Publicamos novamente esse post, para que mais pessoas possam ter acesso ao texto, uma vez que no final de semana a frequência é sempre menor.

domingo, 1 de agosto de 2010

O que é essa bagunça?

Apesar de ainda ser um bebê, e estar em formação, já se pode antever traços das identidades do “Baguncinha”.

O plural aqui é significativo, porque as facetas são muitas, e os gostos de todos os tipos.

Ele é agitado, vai falar muito ainda ...Os vários posts trocados por dia, uma vez que o Echo lota rápido, são prova disso.

É democrático, participativo, quase anárquico, porque não é chegado à rigidez de uma organização hierárquica.

Mas a cara do Baguncinha será mesmo definida por aqueles/as que participam do seu cotidiano, que fazem o blog, seja por meio dos posts, ou dos comentários no Echo. Aqui, a diversão é garantida, mas há espaço para reflexões sobre o mundo contemporâneo.

A maioria das pessoas veio do “De Cara pra Lua” (DCPL), blog tão querido quanto seus administradores. Quando se percebeu o recesso do DCPL, ficou a pergunta: e agora, como manter contato com as pessoas especiais que lá conhecemos?

Sem alarde, ou clima de velório, muito ao contrário, foi encontrado um novo caminho. Só que este não é caminho sem volta.

O percurso está divertido, e deve ser assim mesmo, já que são múltiplos os espaços da net. A opção por permanecer em um deles é sempre afetiva.

Particularmente, eu adoro uma bagunça. E essa então...